Os Sem-vergonha
(Complementação do post anterior, com novas notícias: Ontem, tive aula com o mesmo Professor X. Ou melhor, deveria ter tido. Quando já estava toda a turma lá, devidamente vestida com nossa "roupa para se ferrar", entra o Prof. e avisa que, infelizmente, não vai poder dar aula para nós, porque marcou a banca (avaliação) do 2º período para o horário da nossa aula. Além disso, ele nos expulsa da sala, pois ela vai ser usada para a banca. Porém, ele vai compensar essa aula hoje, no horário de uma outra professora, que está apresentando um espetáculo de dança na Bahia. Ok então.)
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Depois que eu entrei nessa faculdade, perdi grande parte da timidez que eu tinha. Não toda, e não sempre; só quando estou com pessoas malucas e completamente sem-vergonha, que são, obviamente, maioria no meu curso. Ontem mesmo, fiz uma coisa que, até pouco tempo, não conseguia me imaginar fazendo.
Depois de ocorrido o fato mencionado acima, decidimos utilizar o tempo em que estaríamos em aula para ensaiar nossas apresentações de Música. A princípio, faríamos isso no tempo da professora dançarina, mas como este seria tomado, aproveitamos o tempo disponível, mesmo sem as parafernalhas necessárias à cena. Saímos, eu e minha dupla, o Aluninho A, à procura de uma sala vazia que pudéssemos utilizar. Encontramos, cantamos, motamos a cena, ensaiamos. Mas faltava um espelho, que era realmente necessário. Não havíamos nos preocupado com isso, porque a sala onde ocorrerão as apresentações tem um espelho enorme, mas não dava pra saber como ficaria a cena na hora se não ensaiássemos na frente de um.
Saímos de novo, à caça de uma sala vazia com espelho. Rodamos o prédio inteiro, e descobrimos que todas estavam ocupadas. Quando já estávamos no 1º andar, desistindo, ouvimos um som que vinha do Play (isso mesmo, o prédio Anexo da minha faculdade tem um Play), duas pessoas cantando "Come what may", música que tanto eu quanto Aluninho A amamos. Olhei pra ele, ele olhou pra mim, colocamos a cabeça para fora da janela e começamos a cantar MUITO alto a tal música. Logicamente, os dois que já estavam cantando pararam, Então descemos para o Play para ver quem eram.
Qual a minha surpresa ao perceber que eram Aluninhos B e C, da fatídica turma da tarde da qual eu falei (e à qual, aliás, voltei ontem, para terminar a aula - e consegui!!!), que também estavam ensaiando para a apresentação. Pedimos para que eles cantassem de novo, e demos as nossas opiniões sobre a performance. Mas eis que, ao olhar para o lado, vemos um bando de cacarecos abandonados em uma das quinas do Play: vidros, cadeiras quebradas ou não, telas e, quase escondido, um espelho. Sim, um espelho grande o suficiente para que, colocado em cima de um banco, nós pudéssemos nos ver através dele e, assim ensaiar nossa cena.
Não houve um segundo de dúvida. Carregamos e posicionamos o espelho, abrimos um espaço para que pudéssemos nos movimentar, e começamos a apresentação. Isso mesmo, no Play, na frente de várias pessoas (nem todas do nosso curso, o que é pior), cantamos e interpretamos O Fantasma da Ópera, em alto e bom som. E não é que até recebemos aplausos no final? Desse jeito, vou acabar mal me reconhecendo...


4 comentários:
Realmente, não dá para imaginar. Mas que é divertido, é. E tire fotos para mostras pra gente!
sim!! fotos, filme faca algo para podermos ver!!
bjos!
Amandinha, eu vim!! E já li algumas de suas excelentes façanhas nessa vida de atriz!
Beijos e continue escrevendo!!
Ei, queremos atualizações!
Leitores revoltados.
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