27 de abril de 2007

Indecisão

Às vezes, acho bastante difícil decidir o que quero ser.

Olho para as pessoas contidas, daquelas que não se deixam afetar pelo que acontece com elas, e sinto uma grande admiração. Elas me parecem tão fortes, tão prontas a enfrentar a vida! Pessoas assim não são facilmente atingidas, não se ofendem, não chateiam os outros, raramente choram; independentemente do que acontecer, continuam seus caminhos. Muitas vezes, queria ser assim.

Mas aí penso que, na verdade, muitas delas são simplesmente alheias a suas próprias vidas, como que turistas da sua história. Não sei se quero ser assim. Talvez prefira arcar com meus sofrimentos, senti-los, se isso significar que vou sentir também todas as minhas alegrias. É claro, esse não é o caminho mais óbvio. Afinal, não é lá muito fácil se decidir pela intensidade num mundo que privilegia a agilidade. Mais ainda, não é fácil sentir-me patética por ter vontade de chorar; sentir tanta, mas tanta vergonha por ser frágil a esse ponto que nem ao menos tenho a coragem de revelar o que se passa. E me pergunto se realmente vale a pena.

Na dúvida, continuo com a última opção, mas aceito sugestões.

Um comentário:

MEET US disse...

Amandita querida,

Bela reflexão... Concordo que cada momento de nossa vida é único e precioso. O preço que se paga por vivê-los intensamente é justamente aquilo que nos faz crescer. Vale cada lágrima, que aliás, não deve ser jamais motivo de vergonha.

Te amo!

Beijos!