Indecisão
Às vezes, acho bastante difícil decidir o que quero ser.
Olho para as pessoas contidas, daquelas que não se deixam afetar pelo que acontece com elas, e sinto uma grande admiração. Elas me parecem tão fortes, tão prontas a enfrentar a vida! Pessoas assim não são facilmente atingidas, não se ofendem, não chateiam os outros, raramente choram; independentemente do que acontecer, continuam seus caminhos. Muitas vezes, queria ser assim.
Mas aí penso que, na verdade, muitas delas são simplesmente alheias a suas próprias vidas, como que turistas da sua história. Não sei se quero ser assim. Talvez prefira arcar com meus sofrimentos, senti-los, se isso significar que vou sentir também todas as minhas alegrias. É claro, esse não é o caminho mais óbvio. Afinal, não é lá muito fácil se decidir pela intensidade num mundo que privilegia a agilidade. Mais ainda, não é fácil sentir-me patética por ter vontade de chorar; sentir tanta, mas tanta vergonha por ser frágil a esse ponto que nem ao menos tenho a coragem de revelar o que se passa. E me pergunto se realmente vale a pena.
Na dúvida, continuo com a última opção, mas aceito sugestões.


Um comentário:
Amandita querida,
Bela reflexão... Concordo que cada momento de nossa vida é único e precioso. O preço que se paga por vivê-los intensamente é justamente aquilo que nos faz crescer. Vale cada lágrima, que aliás, não deve ser jamais motivo de vergonha.
Te amo!
Beijos!
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