24 de outubro de 2007

Cuidado, caos à vista!

Hoje realmente não foi um daqueles dias em que tudo dá certo. Pra começar, estava chovendo. Eu até que gosto de chuva, mas quando dá pra ficar o dia inteiro em casa, deitada, vendo TV, lendo... Quando eu tenho que acordar às 5:30 da manhã e sair, eu ODEIO chuva!

Pois bem, saio de casa debaixo do meu guarda-chuva, ando até o ponto de ônibus, fico esperando, e nada dele chegar. Aí começo a pensar que vou chegar atrasada, e o meu professor do primeiro tempo é neurótico e faz chamada às 6:55 mesmo a aula só começando às 7:00. Finalmente, o ônibus chega. Subo e doy de cara com o motorista que me fala casualmente: "Moça, o Rebouças tá fechado."

Ok, não vou chegar a tempo da aula. Pra piorar a situação, tal professor fala na velocidade da luz, perder aula dele é quase suicício, é a última aula antes da prova, e a matéria de hoje cai. Mas fazer o quê? O mais calmamente que consigo, viro pro motorista e digo: "Tá bom, moço, obrigada."

O ônibus dá a volta ao mundo (ou, pelo menos, ao Rio de Janeiro), demora mais de uma hora a mais do que o tempo normal, e eu acabo chegando atrasada até mesmo pra segunda aula. Chego lá e descubro que o professor dela faltou.

Controlo minha irritação e tento ver as coisas pelo lado positivo: mais um tempinho pra estudar para a prova. Sento, começo a ler o caderno. Antes que pudesse terminar, chega a hora da prova.

Ando até a sala de provas, mas, chegando lá, vejo que ela está ocupada. O professor chega e diz que a reservou com antecedência, mas não adianta de muita coisa, porque a prova que estava acontecendo estava marcada para o segundo tempo e teve que ser atrasada por causa do caos da cidade; só vai terminar 12:30.

Decide-se que vamos fazer a prova na nossa sala mesmo. Vou andando até o final do corredor, até a hora em que eu percebo que a goteira que tinha em certo lugar não é mais uma goteira, mas uma fenda que atravessa toda a largura do corredor, por onde chuve a cântaros. Sou obrigada a abrir o guarda-chuva. Isso mesmo, eu andei de guarda-chuva dentro de um corredor, por causa de uma rachadura que, não sei como, apareceu ali do dia para a noite, e, ao que parece, em todos os andares, porque a UERJ tem 12 andares e estava chovendo no 7º.

Chego na sala, arrumo minhas coisas, começa a prova. Em certo momento, no meio de uma questão, vem o professor falar comigo e com a menina sentada à minha frente: "Acho melhor vocês tirarem suas coisas do chão, porque a sala está inundando." Lá vou eu parar todo o meu raciocício e arrumar tudo de novo, tentando encaixar as coisas dela e as minhas em uma cadeira vaga.

Termino a prova, saio da sala, e eis que, se a água estava entrando dentro da minha sala, o corredor já estava inundado há muito tempo. Dobro a barra da calça, e vou praticamente chapinando até o saguão. Saio da faculdade, vou pegar o metrô, já que o Rebouças ainda está fechado, e meu guarda-chuva quebra no meio do caminho.

Chego no metrô encharcada, entro e me sinto literalmente uma sardinha em lata. Ainda por cima, não tem lugar pra eu me segurar, a não ser naquelas barras de cima. Baixinha do jeito que eu sou, tive que ficar o trajeto todo com o braço super esticado, e na ponta do pé. O metrô ia retinho, numa boa, até eu cansar e soltar da barra; nesse exato momento, ele dava um solavanco.

Consegui chegar em casa sem mais incidentes, tendo só que comprar mais um guarda-chuva. Ainda bem, isso já tá bom pra um dia, né?

2 comentários:

Catarina Chagas disse...

Ai, Amandita, fiquei com peninha de você! Essa chuvarada foi uma droga mesmo!

Beijos ensolarados

Fernanda disse...

tem dias que ninguém merece! principalmente na UERJ!

vai passar!

bjk!