Cuidado, caos à vista!
Hoje realmente não foi um daqueles dias em que tudo dá certo. Pra começar, estava chovendo. Eu até que gosto de chuva, mas quando dá pra ficar o dia inteiro em casa, deitada, vendo TV, lendo... Quando eu tenho que acordar às 5:30 da manhã e sair, eu ODEIO chuva!
Pois bem, saio de casa debaixo do meu guarda-chuva, ando até o ponto de ônibus, fico esperando, e nada dele chegar. Aí começo a pensar que vou chegar atrasada, e o meu professor do primeiro tempo é neurótico e faz chamada às 6:55 mesmo a aula só começando às 7:00. Finalmente, o ônibus chega. Subo e doy de cara com o motorista que me fala casualmente: "Moça, o Rebouças tá fechado."
Ok, não vou chegar a tempo da aula. Pra piorar a situação, tal professor fala na velocidade da luz, perder aula dele é quase suicício, é a última aula antes da prova, e a matéria de hoje cai. Mas fazer o quê? O mais calmamente que consigo, viro pro motorista e digo: "Tá bom, moço, obrigada."
O ônibus dá a volta ao mundo (ou, pelo menos, ao Rio de Janeiro), demora mais de uma hora a mais do que o tempo normal, e eu acabo chegando atrasada até mesmo pra segunda aula. Chego lá e descubro que o professor dela faltou.
Controlo minha irritação e tento ver as coisas pelo lado positivo: mais um tempinho pra estudar para a prova. Sento, começo a ler o caderno. Antes que pudesse terminar, chega a hora da prova.
Ando até a sala de provas, mas, chegando lá, vejo que ela está ocupada. O professor chega e diz que a reservou com antecedência, mas não adianta de muita coisa, porque a prova que estava acontecendo estava marcada para o segundo tempo e teve que ser atrasada por causa do caos da cidade; só vai terminar 12:30.
Decide-se que vamos fazer a prova na nossa sala mesmo. Vou andando até o final do corredor, até a hora em que eu percebo que a goteira que tinha em certo lugar não é mais uma goteira, mas uma fenda que atravessa toda a largura do corredor, por onde chuve a cântaros. Sou obrigada a abrir o guarda-chuva. Isso mesmo, eu andei de guarda-chuva dentro de um corredor, por causa de uma rachadura que, não sei como, apareceu ali do dia para a noite, e, ao que parece, em todos os andares, porque a UERJ tem 12 andares e estava chovendo no 7º.
Chego na sala, arrumo minhas coisas, começa a prova. Em certo momento, no meio de uma questão, vem o professor falar comigo e com a menina sentada à minha frente: "Acho melhor vocês tirarem suas coisas do chão, porque a sala está inundando." Lá vou eu parar todo o meu raciocício e arrumar tudo de novo, tentando encaixar as coisas dela e as minhas em uma cadeira vaga.
Termino a prova, saio da sala, e eis que, se a água estava entrando dentro da minha sala, o corredor já estava inundado há muito tempo. Dobro a barra da calça, e vou praticamente chapinando até o saguão. Saio da faculdade, vou pegar o metrô, já que o Rebouças ainda está fechado, e meu guarda-chuva quebra no meio do caminho.
Chego no metrô encharcada, entro e me sinto literalmente uma sardinha em lata. Ainda por cima, não tem lugar pra eu me segurar, a não ser naquelas barras de cima. Baixinha do jeito que eu sou, tive que ficar o trajeto todo com o braço super esticado, e na ponta do pé. O metrô ia retinho, numa boa, até eu cansar e soltar da barra; nesse exato momento, ele dava um solavanco.
Consegui chegar em casa sem mais incidentes, tendo só que comprar mais um guarda-chuva. Ainda bem, isso já tá bom pra um dia, né?


2 comentários:
Ai, Amandita, fiquei com peninha de você! Essa chuvarada foi uma droga mesmo!
Beijos ensolarados
tem dias que ninguém merece! principalmente na UERJ!
vai passar!
bjk!
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