1 de outubro de 2007

Desastres na UERJ

Essa semana foi um tanto complicada na UERJ.
Primeiro, chegamos lá de manhã e tem um burburinho danado, que ninguém explica direito. Após perguntarmos para um professor, ele explica que, mais uma vez, alguém achou a varanda do 12º andar um lugar muito atraente para terminar sua existência terrena.
Sem entrar muito nos méritos da questão, como tentada que já fui (e nem no tão passado assim) a fazer o mesmo, confesso que foi um soco no estômago. Segundo os que já estão lá há mais tempo, é uma coisa normal. Uns, até, falam sem o mínimo sinal de apreensão ou choque, do mesmo jeito que se fala "dormi cedo ontem".
Mas foi o primeiro, desde que eu cheguei lá. E eu ainda tenho minha eterna mania de me importar, de sentir. Pra mim, não passou em branco. Não passou despercebido o fato de que eu poderia ter estado lá; poderia, entendendo o que leva uma pessoa a tentar algo desse tipo, e o que a faz desistir, ter feito alguma coisa.
Depois, ainda fico sabendo que tinham vários "curiosos" no local, que chegaram até mesmo a organizar uma fila para ver o "resultado" lá de cima. Isso, eu não vou nem comentar.
Por último, um incêndio. Graças a Deus, ninguém se machucou, e foi só um susto para os meus colegas (muitos, até, da minha sala) que estavam lá pra um encontro de estudantes de Direito. A princípio, até fiquei feliz porque não tive aula hoje, o que não é lá tão ruim pra uma segunda-feira. Mas, vendo a dimensão do fogo, juro que fiquei um tanto assustada quanto ao futuro da faculdade. E não só pela possibilidade de ter aulas em janeiro novamente, mas, a longo termo, pela educação mesmo.
Com certeza, é um tanto cliché falar da falta de verba repassada pelo estado, das prioridades do nosso gvernador, da decadência da educação pública. Mas não deixa de ser necessário. E nem venham com essa história de que os alunos de Direito não se importam, porque não pegou fogo no nosso andar.
Então, no final dessa semana, fico pensando: alguém tinha que mandar um padre benzer aquela faculdade. Sério mesmo.

Nenhum comentário: