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28 de abril de 2009

Gripe suína dando as caras por aqui

Num elevador lotado do Centro:

A - Nossa, você tá com uma cara de gripado...
B - To gripado mesmo, to me sentindo um lixo!
A - Espero que não seja gripe suína, né? Você não esteve no México por agora não, né?
B - Não, pode ficar tranquila!
C - Já tem 12 casos de suspeita no Brasil... será que chegou até aqui?
Assensorista - Ah, num chega nada aqui tão rápido assim, não! O Brasil é um país muito atrasado!

13 de julho de 2008

Torre de Babel

Episodios de quem passa alguns dias numa cidade com pessoas de todas as nacionalidades:

I. Italianos e brasileiros conversando. Brasileiros sem falar uma palavra de italiano, e vice versa, mas cada um falando na sua lingua nativa e tentando se entender. Quando nao dava certo, o ingles, o espanhol e ate o frances entravam em cena pra ajudar.

II. Porto-riquenha conversando com brasileiros.
- Quales son sus nombres?
- Carlos, Amanda, Rodrigo, Ana...
- Ah, tienen nombres de gente, como nosotros!

III. Apenas brasileiros falando, uma raridade. Logico que, com a confusao de linguas a que estamos ficando acostumados, usar uma so nao ia dar certo:
- Acho que os pinguins estao atrasados today.

13 de junho de 2008

Carioca da gema

Já ouvi muitos comentários depreciativos sobre o Rio, mas um dos mais freqüentes é que só se é carioca de verdade depois de ter sido assaltado.

Pois bem, até poucos dias atrás, segundo esse critério, eu não era uma carioca. Agora sou, infelizmente.

Não era tarde da noite; eram apenas 18:30. Eu não estava perto de nenhuma "zona de risco"; estava em plena Zona Sul, longe de morros e similares. E, mesmo assim, aconteceu.

No final, tudo o que me levaram foi um cordão. De ouro, diga-se de passagem. E, pior, de valor emocional incalculável: me foi dado pela minha avó, na minha Primeira Comunhão. Aliás, foi o último presente que ela me deu antes de falecer.

E, simples assim, vêm quatro pivetes e o arrancam do meu pescoço, sem que eu pudesse fazer nada. Sem que eu conseguisse fugir, sem que eu explicasse o valor que aquele simples cordão tinha pra mim...

Depois, ainda tive que me considerar sortuda, por ter chegado gente perto antes que eles levassem qualquer coisa a mais, ou que me fizessem algum mal.

Deprimente.

1 de maio de 2008

Pedagogia infantil

Uma mãe empurra um carrinho, com sua filha de pouco menos de três anos, que chora, grita, esperneia...

Outra mãe anda na direção contrária, de mãos dadas com sua filha de uns cinco anos. Ao se cruzarem, a menina mais velha analisa a situação:

"Olha, mãe! Chicândalo! [sic] Ela não vai ganhar sorvete hoje, né?"

11 de novembro de 2007

Caju? Mausoléu? Tiradentes?

Só pra descontrair o ambiente e dar sinal de vida, um fato verídico da minha semana. Não estava presente nessa hora, mas ouvi de fonte confiável, e conheço o protagonista pra saber que não é nada de se surpreender com algo desse tipo...
Os nomes são fictícios, para proteger a identidade de ambos.

Juvenal - Sabe aquele cemitério que tem aqui no Rio? São João Batista? Ou é no Caju? Não sei mais... acho que é to Caju mesmo, sabe?
Firmina - Sei, o que que tem?´
Juvenal - Lá tem aqueles negócios... como é o nome mesmo? Aquilo que tem em cemitério!
Firmina - Túmulo? Lápide? Mausoléu?
Juvenal - Isso, mausoléu! Tem vários lá, mas tem um enorme, o maior de todos, que é o do Tiradentes!
Firmina - Tiradentes? Mas ele não era de Minas? Por que ele seria enterrado no Rio?
Juvenal - Ah, sei lá... podem ter trazido ele pra cá, né?
Firmina - Aliás, ele não foi esquartejado, e os pedacinhos espalhados?
Juvenal - Ih, é verdade... Acho que eu tô confundindo. Não, espera! Não era o Tiradentes, não, era o Ruy Barbosa!


Lógico, os dois são iguaisinhos, né? Nomes parecidos, mesma profissão, mesma localidade, contemporâneos... Como diria meu professor de Metodologia, eles até tomavam chá juntinhos!

24 de outubro de 2007

Cuidado, caos à vista!

Hoje realmente não foi um daqueles dias em que tudo dá certo. Pra começar, estava chovendo. Eu até que gosto de chuva, mas quando dá pra ficar o dia inteiro em casa, deitada, vendo TV, lendo... Quando eu tenho que acordar às 5:30 da manhã e sair, eu ODEIO chuva!

Pois bem, saio de casa debaixo do meu guarda-chuva, ando até o ponto de ônibus, fico esperando, e nada dele chegar. Aí começo a pensar que vou chegar atrasada, e o meu professor do primeiro tempo é neurótico e faz chamada às 6:55 mesmo a aula só começando às 7:00. Finalmente, o ônibus chega. Subo e doy de cara com o motorista que me fala casualmente: "Moça, o Rebouças tá fechado."

Ok, não vou chegar a tempo da aula. Pra piorar a situação, tal professor fala na velocidade da luz, perder aula dele é quase suicício, é a última aula antes da prova, e a matéria de hoje cai. Mas fazer o quê? O mais calmamente que consigo, viro pro motorista e digo: "Tá bom, moço, obrigada."

O ônibus dá a volta ao mundo (ou, pelo menos, ao Rio de Janeiro), demora mais de uma hora a mais do que o tempo normal, e eu acabo chegando atrasada até mesmo pra segunda aula. Chego lá e descubro que o professor dela faltou.

Controlo minha irritação e tento ver as coisas pelo lado positivo: mais um tempinho pra estudar para a prova. Sento, começo a ler o caderno. Antes que pudesse terminar, chega a hora da prova.

Ando até a sala de provas, mas, chegando lá, vejo que ela está ocupada. O professor chega e diz que a reservou com antecedência, mas não adianta de muita coisa, porque a prova que estava acontecendo estava marcada para o segundo tempo e teve que ser atrasada por causa do caos da cidade; só vai terminar 12:30.

Decide-se que vamos fazer a prova na nossa sala mesmo. Vou andando até o final do corredor, até a hora em que eu percebo que a goteira que tinha em certo lugar não é mais uma goteira, mas uma fenda que atravessa toda a largura do corredor, por onde chuve a cântaros. Sou obrigada a abrir o guarda-chuva. Isso mesmo, eu andei de guarda-chuva dentro de um corredor, por causa de uma rachadura que, não sei como, apareceu ali do dia para a noite, e, ao que parece, em todos os andares, porque a UERJ tem 12 andares e estava chovendo no 7º.

Chego na sala, arrumo minhas coisas, começa a prova. Em certo momento, no meio de uma questão, vem o professor falar comigo e com a menina sentada à minha frente: "Acho melhor vocês tirarem suas coisas do chão, porque a sala está inundando." Lá vou eu parar todo o meu raciocício e arrumar tudo de novo, tentando encaixar as coisas dela e as minhas em uma cadeira vaga.

Termino a prova, saio da sala, e eis que, se a água estava entrando dentro da minha sala, o corredor já estava inundado há muito tempo. Dobro a barra da calça, e vou praticamente chapinando até o saguão. Saio da faculdade, vou pegar o metrô, já que o Rebouças ainda está fechado, e meu guarda-chuva quebra no meio do caminho.

Chego no metrô encharcada, entro e me sinto literalmente uma sardinha em lata. Ainda por cima, não tem lugar pra eu me segurar, a não ser naquelas barras de cima. Baixinha do jeito que eu sou, tive que ficar o trajeto todo com o braço super esticado, e na ponta do pé. O metrô ia retinho, numa boa, até eu cansar e soltar da barra; nesse exato momento, ele dava um solavanco.

Consegui chegar em casa sem mais incidentes, tendo só que comprar mais um guarda-chuva. Ainda bem, isso já tá bom pra um dia, né?

11 de outubro de 2007

Está aberta a temporada de comemorações!!!!

Isso aí, minha gente!
Hoje começam as festinhas!

Ah, como eu gosto do meu aniversário!
Muito criança eu, né? Talvez seja por isso, nasci perto do dia das crianças mesmo... =)

Ah, antes que eu esqueça: parabéns também a minha gatinha Giuly, que nasceu no mesmo dia que eu, anos depois. Olha que lindo? Mãe e filha fazendo aniversário no mesmo dia! rsrs

1 de outubro de 2007

Desastres na UERJ

Essa semana foi um tanto complicada na UERJ.
Primeiro, chegamos lá de manhã e tem um burburinho danado, que ninguém explica direito. Após perguntarmos para um professor, ele explica que, mais uma vez, alguém achou a varanda do 12º andar um lugar muito atraente para terminar sua existência terrena.
Sem entrar muito nos méritos da questão, como tentada que já fui (e nem no tão passado assim) a fazer o mesmo, confesso que foi um soco no estômago. Segundo os que já estão lá há mais tempo, é uma coisa normal. Uns, até, falam sem o mínimo sinal de apreensão ou choque, do mesmo jeito que se fala "dormi cedo ontem".
Mas foi o primeiro, desde que eu cheguei lá. E eu ainda tenho minha eterna mania de me importar, de sentir. Pra mim, não passou em branco. Não passou despercebido o fato de que eu poderia ter estado lá; poderia, entendendo o que leva uma pessoa a tentar algo desse tipo, e o que a faz desistir, ter feito alguma coisa.
Depois, ainda fico sabendo que tinham vários "curiosos" no local, que chegaram até mesmo a organizar uma fila para ver o "resultado" lá de cima. Isso, eu não vou nem comentar.
Por último, um incêndio. Graças a Deus, ninguém se machucou, e foi só um susto para os meus colegas (muitos, até, da minha sala) que estavam lá pra um encontro de estudantes de Direito. A princípio, até fiquei feliz porque não tive aula hoje, o que não é lá tão ruim pra uma segunda-feira. Mas, vendo a dimensão do fogo, juro que fiquei um tanto assustada quanto ao futuro da faculdade. E não só pela possibilidade de ter aulas em janeiro novamente, mas, a longo termo, pela educação mesmo.
Com certeza, é um tanto cliché falar da falta de verba repassada pelo estado, das prioridades do nosso gvernador, da decadência da educação pública. Mas não deixa de ser necessário. E nem venham com essa história de que os alunos de Direito não se importam, porque não pegou fogo no nosso andar.
Então, no final dessa semana, fico pensando: alguém tinha que mandar um padre benzer aquela faculdade. Sério mesmo.

14 de setembro de 2007

Melhores frases da semana (sobre o tornozelo, a bota, etc.)

A mais ouvida de todas:
"Que merda, hein!"

A mais ouvida dos que já me conhecem há algum tempo:
"Amanda, você tá assim de novo!?"

A mais irônica (vide post abaixo) - na Cortrel:
"Primeira vez aqui?"

Sobre o bright side da coisa:
"Pelo menos você já sabe andar de muletas..."

As piores piadas:
"Vai ficar em casa de molho? Se você quiser, posso levar a salada." -_-'
"O que você fez nos ligamentos, desligou? Não sabe que ligamentos são pra ficar ligados?"

E o melhor de tudo:
Ficar sabendo de uns 15 casos de pés, mãos, tornozelos, joelhos, etc. machucados. Alguém mais quer contar o seu? Sou toda ouvidos...

11 de setembro de 2007

Tragédias

Não, não é o 11 de setembro. É verdade que esta é uma data memorável, cujos acontecimentos mudaram o rumo da política mundial, e assim por diante. Mas esse blog, até onde eu saiba, é meu, e não estou com vontade de falar sobre a guerra contra o terrorismo, nem nada do gênero. Deixo isso aos que têm um amor por política global maior do que o meu.

Hoje, vou comentar é sobre a minha incrível capacidade de me machucar nas coisas mais estúpidas o possivel. Por exemplo:

Aos 3 anos, no jardim de infância, estava eu sentadinha brincando. Uma colega começou a correr e tropeçou no meu pé. Resultado: 2 dedos quebrados.

Na 4ª série, estava com uma amiga minha aqui em casa. Ela saiu correndo, eu saí correndo atrás. Bati o pé numa quina. Resultado: fratura exposta do dedo mindinho.

Eu tinha 12 anos, fazia ballet há 5 e jazz há 3. Nunca havia me machucado nessas atividades. Um belo dia, numa aula de jazz, fui fazer piruetas pela sala, como a professora ensinou. Uma, duas, três... Perdi o equilíbrio e caí no chão. Resultado: osso do tornozelo esquerdo estraçalhado, TODOS os ligamentos rompidos. Operação, 6 meses de cadeira de rodas, um ano de fisioterapia.

Em 2005, dentro de casa. Fui andar do meu quarto até o banheiro. Minha mãe estava varrendo o quarto dela, por isso tinha colocado várias coisas no corredor. Fui pular o ventilador, e dei uma tpada nele. Resultado: um dedo quebrado e outro luxado.

Este sábado à noite, num sítio em Friburgo. Tinham duas casas; fui sair de uma para outra, sem ver direito o caminho, porque, além de estar escuro, eu estava carregando uma vasilha de pipoca. Desci uma mini-escada de 3 degraus, e achei que acabava por aí. Ledo engano: tinha uma continuação de pedra de mais ou menos um metro, depois da qual tinha mais um degrau. Não o vi, continuei andando reto, pisei em falso. Resultado: torção no pé, um edema no maléolo e distenção nos ligamentos; uns 15 dias imobilizada, e fisioterapia.


Como me disse uma amiga, eu sou um perigo ambulante.

21 de agosto de 2007

Mais surrealidades

Não adianta, não consigo mais ficar tanto tempo sem dar uma passada por aqui. E pensar que, no início, já fiquei mais de mês sem postar... Vício é vício, e ponto.

Portanto, venho aqui mostrar um pouquinho do que vejo todo dia pela UERJ, só pra matar as saudades.

Essas fotos foram tiradas só no meu andar, onde as pessoas têm uma certa mania de colar papéis com mensagens inusitadas. Infelizmente, só tive a ideia de começar a fotografar já no meio do semestre passado, então perdi várias pérolas anteriores... Mas essas daí já dão pra divertir um pouco:








2 de agosto de 2007

Mais Tops, por causa do friiiiio

Top 5 - Coisas que adoro fazer no frio:
1. Cliché, mas é verdade: DORMIR!
2. Fazer minha gata de travesseiro/descanso de pés. O pijama-natural de pêlos ajuda a esquentar.
3. Usar aqueles casacões estilo "férias em Paris", que deixam qualquer um se sentindo um astro de cinema.
4. Cozinhar. O calorzinho do fogão até diminui um pouquinho o frio...
5. Tomar chocolate-quente.

Top 5 - Coisas que detesto fazer no frio:
1. Acordar às 5:30 da manhã pra ir à aula; ainda mais se essa for no Maracanã, que, no frio, é o lugar mais congelante do Rio de Janeiro.
2. Tomar sorvete. Fico meia-hora batendo queixo!
3. Lavar louça.
4. Estudar (ok, no calor também, mas no frio é pior).
5. Ir à academia.

E vocês?

16 de julho de 2007

Relógio Biológico

Pra começar, uma boa notícia: finalmente, estou de férias! E, o que é melhor, junto com as outras pessoas, pra variar!
Tudo bem, semi-férias; na verdade, é uma paralisação por causa do Pan. Ou seja, não sei se agradeço aos Jogos, porque me deram um pouco de descanso, ou fico com raiva deles, já que só vou receber minhas notas dia 30/07. Até lá, é continuar meio que estudando, porque as provas finais vão ser logo em seguida...

O engraçado é que, mesmo de férias, semi-férias, recesso, ou seja lá como for que eu chame minhas semanas meio livres, fato é que, hoje, eu acordei às 5:35 da manhã. Sem despertador. E só fui conseguir dormir de novo já eram mais de 7, mesmo tentando convencer meu relógio interno de que ele tinha me acordado na hora errada, que eu não precisava mais acordar tão cedo, e por aí vai.

Agora, mais interessante que isso é pensar que, sábado e domingo, meu despertador automático não me acordou até já serem quase meio-dia. Olha só, ele é tão inteligente que sabe até os dias da semana!

Aí fiquei pensando, durante o tempo em que tentava voltar a dormir sem sucesso, na maravilha que eu sou. Na maravilha que nós somos. Uma coisa aparentemente tão pequena quanto acordar na hora em que geralmente eu acordo sem precisar de despertador me fez lembrar de todo o trabalho que o meu Diretor teve para moldar seus atores, de todos os instrumentos com que os dotou.

Depois disso, logicamente, comecei meu dia bem feliz.

10 de julho de 2007

Perdidas no Rio de Janeiro

Minha história de hoje, pra variar, não é lá muito normal. Mas, pelo menos, é bem divertida. Vou explicar pra vocês como duas cariocas da gema conseguem se perder no Rio de Janeiro, e dar uma verdadeira volta ao mundo para ir do Maracanã à Zona Sul.

Tudo começou quando, depois da aula, uma amiga que mora na Barra me ofereceu carona pra casa, porque estava indo para Copacabana. "Pelo menos você chega mais rápido", dizia. Ledo engano...

Pegamos o carro e saímos da UERJ. Conversando animadamente, lá fomos nós, até que...
"Hospital Jesus? Engraçado..."
"Hospital Jesus? Caramba, eu to indo pra Barra! Como eu faço pra sair daqui???"

[Aqui, páro para fazer um pequeno comentário: Essa minha amiga é um tanto perdida. Há algum tempo atrás, quando queria ir de casa até o Leblon, ela ia de carro até o Fashion Mall, deixava o carro ali, e pegava um táxi, porque não sabia se localizar direito pelo Leblon (isso, depois de ter estudado lá por mais de 5 anos...). Hoje, ela já não faz mais isso, mas, das 5 vezes em que andei de carro com ela, nos perdemos em 3. Tudo bem que o meu senso de direção não ajuda muito, mas pelo menos eu não dirijo...]

Enfim, procura, procura, procura, achamos uma rua que nos levasse de volta ao caminho para a UERJ, de onde sabíamos ir para a Zona Sul. Depois de atravessarmos um trânsito sempre presente na região, ainda agravado pelo Pan, passamos pelo Rebouças e chegamos, felizes, à Lagoa.

Como ela queria ir pelo Humaitá, resolveu entrar em um retorno. Só depois de já ter virado, percebeu que aquele não era o retorno certo. Mas aí, já era tarde demais, e não dava para voltar. Resultado: saímos novamente no Rebouças! Até aí, tudo bem, é só um pouquinho de trânsito... Aviso que ela não precisa passar pelo túnel todo, pode ir só até a primeira metade, descer e fazer um retorno, chegando novamente à Lagoa.

Mas, com medo de não saber o que fazer ao chegar na Lagoa, ela acabou decidindo não subir novamente no retorno, mas continuar descendo por Laranjeiras. Por um lado, foi bom: passamos em frente à entrada da mais nova Maravilha Mundial, com direito até a ver uma excursão, que não soubemos dizer se era do Haiti ou de Trinidad y Tobago.
Digo a ela que vire à direita no final da Rua das Laranjeiras, a que ela responde com: "Mas em que bairro nós estamos?".

Viramos à direita, seguimos reto, até chegar numa bifurcação, com um viaduto para cima e outro para baixo. Como ela pediu minha opinião, disse que não sabia ao certo, mas tinha a impressão de que ela deveria ir para baixo. Ela foi para cima.

Voltamos a Laranjeiras, mas em um ponto diferente. Segundo ela, estávamos próximas da casa de seu tio, então ela sabia se localizar. Ótimo, porque, àquela altura, eu já não fazia mais idéia de onde estava. Volta pra cá, volta pra lá, ela diz: "Ah, quer saber, não sei onde eu to! Abre a janela e pergunta praquele moço como a gente chega em Copacabana."

Ok então. O moço era muito simpático, mas suas informações foram, literalmente: "Você vira à direita, depois à esquerda, e sai na Santa Úrsula!". Valeu, moço.

Enfim, chegamos até o Fluminense, e dali ela realmente sabia se localizar! Passamos pela Praia de Botafogo, pela Rua da Passagem (com direito a "Olha, minha amiga que casou mora aqui!") e, finalmente, chegamos perto do Rio Sul, pra subir a ladeira e dar em Copacabana. E eis que, no meio da ladeira nada íngreme, um taxi anda à nossa frente numa velocidade de lesma, fazendo o carro perder todo o impulso. Alguns xingamentos depois (por parte dela, claro, porque eu sou calmíssima), ele desvia, e dá lugar a outro táxi. Mas, dessa vez, o táxi está descendo; não na contramão, virado ao contrário, ele está descendo de costas! Também não de ré, ele está simplesmente deixando o carro cair, e na nossa direção! O que fazer? Paramos, bem no lugar em que você pode ir para o lado ou continuar pra cima, e esperamos o táxi chegar até embaixo.
Subimos, descemos, e, enfim, chegamos à Copacabana! Depois de quase duas horas de aventura...

Ainda bem que ir de carro é mais rápido!

3 de julho de 2007

Problemas de localização

Esqueci de comentar um fato interessante que me aconteceu semana passada, então vou fazer isso agora que me lembrei dele.

No início da semana, fui colocar algumas coisas no correio. Uma delas era uma carta pra uma amiga minha que mora na Holanda.

(Eu sei que hoje em dia existe e-mail, MSN e etc, e não deixo de falar com ela dessas formas, mas ainda somos fãz das boas e velhas cartas. Afinal, é muito bom receber coisas bonitinhas, em papéis de carta lindos e com canetas coloridas pelo correio.)

Enfim, fui até o caixa, entreguei as cartas uma de cada vez e, como o endereço dessa estivesse em holandês, avisei à senhorita que era para a Holanda, porque ela não precisa saber o que "Netherlands" quer dizer.

Aí começou a saga. Em vão, a moça tentava registrar a carta no seu computador, mas nada dava certo. Ela olhava para a carta, digitava alguma coisa, quase batia no computador, voltava a olhar a carta, e assim sucessivamente.

Depois de quase 10 minutos, ela desiste, vira pra mim e pergunta: "Desculpa, mas a Holanda fica nos Estados Unidos ou na Inglaterra?". Por alguns segundos, fiquei meio perplexa, e tudo o que me ocorreu dizer foi que Holanda fica... na Holanda mesmo. Não na Inglaterra, e muito menos nos Estados Unidos, a não ser New Amsterdam; mas aí tem o "New" na frente, e já é outra coisa.

Como ela não conseguisse achar o lugar mesmo assim, lembrei de sugerir "Países Baixos". E não é que foi?

10 de fevereiro de 2007

Babá, criança, cachorro

Cena do dia:

Praça N. Sra. da Paz, sábado de sol (sem música dos Mamonas, please), babá levando uma menininha de uns 3 anos pra passear, juntamente com seu cachorro. Havia um carrinho no meio da história, rosa claro, com florezinhas. Até aí, tudo na mais perfeita ordem.

Só tem um detalhe: Quem estava deitado no carrinho era o cachorro. Quem o empurrava era a menininha. E a babá? Andava calmamente ao lado, fumando seu cigarro.

Nessas horas, eu me pergunto se terei coragem de deixar um filho meu com uma babá.

25 de janeiro de 2007

Bobajes que a jente houve II

Dentro de um ônibus, num calor infernal:

"Senhoras e senhores, desculpe interromper o sossego da sua viagem. Estou aqui pra estar trazendo para vocês a sensacional Mini Gramática Resumida da Língua Portuguesa. Com ela você vai aprenderes a falares e escreveres corretamente o português. Lá fora, 'tão vendendo ela por cinco real, mas na minha mão, é só dois real."


A minha pergunta é: será que ele testou a gramática pra ver se funciona mesmo?
O pior é que eu tenho medo da resposta.

17 de janeiro de 2007

Pérola do metrô

Bom, devido a esse post do blog da Cata, resolvi finalmente postar alguma coisa aqui.

Nas minhas viagens diárias de metrô, ouço coisas incríveis. Infelizmente, esqueço muitas delas, mas deixo vocês com uma inesquecível:

Filho (de uns 7 anos) - Mão, fiz um pobrema super difícil na aula hoje!
Mãe - Não, meu filho, "pobrema" tá errado!
[Amanda dá suspiros de alívio nesse momento, mas a felicidade dura pouco]
Mãe continua - O que você fez foi um poblema, que é o de matemática. Pobrema é aquele que tu tem na tua vida.

Ah bom, finalmente consegui entender a diferença!

30 de novembro de 2006

Bobajes que a jente houve (sic)

Esse é o nome de uma das minhas comunidades preferidas no orkut. Tem cada coisa que me faz chorar de rir!
Mas melhor do que ler, é "houvir" essas pérolas.
Pois bem, já ouvi a minha da semana.
Depois de cortar mais de um palmo de cabelo, encontro com um querido amigo, que me diz:
"Seu cabelo tá diferente! Você lavou?"
Juro que me senti imunda nessa hora. Afinal, se lavar o cabelo é algo diferente...