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11 de maio de 2009

Cem!... noção

Este é um momento memorável: o centésimo post deste blog!

Cem posts completamente sem noção.

Alguém conseguiria imaginar, cem posts atrás, que poderia sair tanta bobagem, engraçada ou não, divertida ou não, cômica ou não, de uma só cabeça?

Pois é, saiu. E até que tem sido divertido, bonito, até, poder falar por aqui.


=)

17 de abril de 2009

Encontros e Desencontros


Vou participar! Fiquem de olho.

18 de junho de 2007

Hipocrisia

Minhas noites, passo-as só,
envolta em brumas que me cegam
e me impedem de ver luz.
Ilhada, num mundo só meu,
mas de veredas onde eu mesma me perco.

Ando por vielas escuras
e as trevas me sufocam.
Tento gritar, mas o grito só ecoa por dentro.
Meu corpo é uma barreira
que abafa o som da guerra
do espírito que o habita.

Por fora, permaneço quase impassível.
Meu silêncio esconde urros inexprimíveis.
A quem engano?
Não a mim, que me conheço muito bem.
Mas de ninguém mais posso dizer o mesmo.

Se é verdade que para alguns me revelo,
não é sempre, e nunca é tudo.
O mais importante, o que mais me aflige,
guardo-o sempre para mim,
como uma insana preciosidade,
um tesouro da loucura que me toma.

Crio então meu isolamento,
recolho-me dentro de mim,
onde é sempre uma enevoada madrugada,
a hora mais fria da noite,
mesmo debaixo do calor do sol.

E nem ao menos consigo dormir,
consumida que sou por pensamentos.
A insônia me provoca, me tenta
a fazer o indizível,
ânsia que eu julgava esquecida
e que retorna tanto mais forte.

Até as palavras zombam de mim,
querendo que eu chame a escuridão
de "noite passada em claro",
quando a claridade é justo o que me falta,
pelo que luto como se fosse o ar.

Mesmo assim, meu orgulho irracional
não me deixa admitir que padeço.
Vivo a fantasia do bem-estar,
da apatia enquanto o mundo desmorona,
da fraqueza que se reveste de força.
Até quando?


:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Palavras demais.

Alguma delas melhor do que o silêncio?

Se alguém chegou até aqui, que avalie.

1 de junho de 2007

Metamorfose

Em meu ser, a única imutabilidade
é a constante metamorfose de cada dia.
Em segundos, sou feita do nada;
Todo conhecimento é destruído.
Como começar de novo? Como evitar os erros?
Como não esperar o que não posso ter?
A esperança, colocada erradamente,
traz a decepção, a amargura e a angústia
de um náufrago perdido no deserto.
Meu coração grita pelo infinito!
Minh'alma tem exigências que eu mesma ignoro.
Resta-me o vazio de não tê-las satisfeitas.
Anseio por sentir-me completa,
rogo por uma resposta que nunca chega.
Como pode uma criatura interpelar seu Criador?
No entanto, é isso o que faço a cada segundo.
Quero compreender o que vai além do meu entendimento.
Busco razões, no passado e no futuro;
Busco compreensão, de mim e dos outros.
E, novamente, a única coisa que compreendo
é a eterna transformação.

7 de dezembro de 2006

Considerações ao final de um dia

Pessoas sem rosto andam por aí, sem se reconhecer.
Sem olhos, não enxergam o que está em volta,
Sem ouvidos, não escutam os gritos que vêm de dentro,
Sem boca, são incapazes de proferir uma palavra de amizade.
Sua própria falta de expressão os impede de ver os sentimentos alheios,
Suas mãos não estão acostumadas a segurar as de outro,
Seus passos não se adaptam aos de ninguém,
Seus corpos se contentam com seu próprio calor.
Assim passam pelas ruas, viradas para dentro.
Andam para frente, não mudam de direção,
Não mudam de idéia nem de atitude.
Nem ao menos páram para pensar, seus cérebros estão atrofiados,
Continuam com seus hábitos e conceitos.
Eu, com meus sorrisos e lágrimas, gargalhadas e prantos,
Vejo céus, montanhas, nuvens, pessoas, pássaros,
Ouço música, carros, ouço meu coração que bate,
Tudo ao mesmo tempo.
Sinto vida em tudo, sinto esperanças, desejos,
Vontade de fazer a vida valer a pena.
E grito, berro aos ventos.
Quem sabe, em algum lugar, existe alguém como eu,
Alguém capaz de ouvir meu grito e reconhecê-lo como o seu próprio

17 de setembro de 2006

Colocando o meu na reta

Finalmente, lembrei-me da existência do meu blog. E resolvi que já era hora de, como prometido, colocar aqui o meu resumo e receber as crítiticas. Nada mais justo, depois de ter me divertido às custas dos outros. Aí vai:

"Começamos a aula passada lendo o resumo do Rafael, referente à aula do dia 05 de maio. Já no início do texto, surgiu uma dúvida quanto ao vocabulário utilizado. Na busca por aprimorar nossa linguagem, começamos a nos questionar o porquê de nossos professores, ao longo do curso, não terem utilizado a palavra "emoção" tão freqüentemente quanto "sensação". Chegamos à seguinte conclusão, estabelecendo a diferença entre as duas:

EMOÇÃO - ligada aos sentimentos; interior; não controlável, não manipulável tecticamente; dominate; é uma memória, um tempo passado que pode ser evocado, mas nem sempre o resultado será o que se espera.
SENSAÇÃO - ligada ao sensório; conecta o exterior ao interior (psico-física); não pode ser controlada ou manipulada para o nosso propósito, mas pode ser usada no jogo teatral, pois é uma vicência, um tempo presente.

A seguir, voltamos ao questionamento feito na aula anterior: conceituar e estabelecer as diferenças entre Movimento, Atividade e Ação. Finalmente conseguimos chegar a algumas respostas que nos ajudaram a entender melhor nosso trabalho como atores:

MOVIMENTO - fenômeno que descreve os deslocamentos do corpo no espaço. Não exige objetivo. Não necessita de significado, sendo próprio da dança, não do teatro.
ATIVIDADE - é tudo o que fazemos sem um objetivo; é o que ocorre quando perdemos (ou não temos) objetivos.
AÇÃO - é tudo o que fazemos na luta por nossos objetivos.

A partir destas definições, pudemos perceber uma grande diferença entre a vida real e a vida no palco. Na primeira, "atividade" poderia ser definida como algo que nos faz alcançar nosso objetivo, porém inconscientemente, sem uma qualidade de prensença. Já no palco, na "vida em ação", não há como não estarmos coenctados com as sensações e objetivos; para uma boa atuação, não há como não se ter presença. Assim, nossas atividades cotidianas, no palco, devem ser AÇÕES.
Neste ponto, chegamos ao final da aula, com um novo desafio: definir AÇÃO FÍSICA e AÇÃO VERBAL."

E foi isso. Vale lembrar que as definições utiliazadas no resumo não são tiradas de noções comuns, científicas ou nada desse tipo, são definições voltadas para o teatro, portanto, podem diferir do senso comum.

Que tal? =P